Horns de Joe Hill

  • Editora: Orion Publisher Group
  • Páginas: 437  
  • Ano da Primeira Publicação: 2010
  • Género: Ficção/Fantasia
  • Publicado em Portugal pela Editora 1001 Mundos com o título “Cornos”

Classificação: 3/5

Ignatius Perrish passou a noite embriagado e a fazer coisas terríveis. Na manhã seguinte acordou com uma ressaca tremenda, uma dor de cabeça violenta… e um par de cornos a sair-lhe das têmporas. No início, Ig pensou que os cornos eram uma alucinação, fruto de uma mente danificada pela fúria e pelo desgosto. Passara um ano inteiro num purgatório solitário e privado depois da morte da sua amada, Merrin Williams, violada e assassinada em circunstâncias inexplicáveis. Um colapso mental teria sido a coisa mais natural do mundo. Mas nada havia de natural nos cornos, que eram bem reais. Em tempos, o íntegro Ig usufruíra da vida dos bem-aventurados, Ig tinha estabilidade, dinheiro e um lugar na comunidade. O único suspeito do crime, Ig nunca foi acusado ou julgado. Mas também nunca foi ilibado. No tribunal da opinião pública de Gideon, New Hampshire, Ig é e será sempre culpado. Nada que ele possa dizer ou fazer importa. Todos o abandonaram e parece que o próprio Deus também. Todos com excepção do demónio que está dentro de si… E, agora, Ig está possuído por um poder novo e terrível que condiz com o seu novo look assustador – um talento macabro que tenciona usar para descobrir o monstro que matou Merrin e que destruiu a sua vida.

Horns foi uma daquelas escolhas de leitura impulsivas. Não conhecia o autor e, muito menos, a história. Alguém no Instagram falou-me de um livro onde havia um crime e o protagonista acordava com um par de cornos que levava as pessoas com quem ele se cruzava a confessarem os seus mais íntimos segredos. Bastou isso para me fazer comprar o livro e iniciar, de imediato, a leitura.

Mais tarde vim a descobrir que Joe Hill é filho do grande Stephen King confirmando a ideia de que filho de peixe sabe nadar. Horns foi uma leitura super agradável e leve. Recheado de elementos sobrenaturais, esta narrativa policial conquistou-me pela ironia do seu texto. A ideia de um rapaz renegado pela sociedade acordar com um par de cornos é, dede logo, caricata. O mais interessante do livro é que o narrador nos vai narrando os eventos absurdos do livro de uma forma tão natural que nos leva a considerar tudo muito lógico. Depois de descobrir o poder dos seus cornos, Ig procura a família para descobrir que a mãe e o pai, na realidade, o detestam e que a avó sempre o achou esquisito e capaz das maiores atrocidades… incluindo a de violar e matar a sua namorada. É no meio destas revelações que Ig descobre quem matou a sua namorada e decide fazer justiça pelos próprios cornos, atuando no meio dos anjos.

É nesta ideia de um jovem bom e demonizado pela sociedade que se transforma, de alguma forma, naquilo que tanto o acusam, que reside a beleza de todo o argumento de Hill. O livro está recheado de referências pop que deliciarão todos os que se interessam por fenómenos mainstream como Rolling Stones, Eminem ou mesmo Lúcifer.

Esta foi uma leitura leve e fluída não sendo justo atribuir-lhe uma classificação muito alta – em termos de qualidade quando comparada com outras leituras. Todavia, este é um título que eu aconselho, principalmente a quem procurar uma leitura despretensiosa e incrivelmente divertida.

Queres ler este livro? Podes encontrá-lo aqui.

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