O que eu andei a ler em agosto

Agosto… meu querido mês de agosto, que leituras maravilhosas me proporcionaste. O Verão, por si só, é sinónimo de acréscimo no número de leituras porque os dias são maiores, geralmente aproveitamos para tirar férias e os fins-de-semana são passados ao ar livre. E não há melhor local para ler do que uma sombra num parque pleno dia de sol. Bem, se calhar há… à beira da lareira, num dia frio?

Bem, agosto foi um mês de exploração de novos géneros e Autores. Li clássicos, novelas gráficas, romances contemporâneos e Autores internacionais e nacionais.

I. Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago

Iniciei o mês com a leitura deste grande romance de Saramago. A escrita crua do Autor conquistou-me e este incrível tratado sobre a natureza humana ficou, definitivamente, comigo. Para sempre me lembrarei do Médico, a Mulher do Médico, a Rapariga de Óculos Escuros, o Velho de Venda Preta, o Primeiro Cego, a Mulher do Primeiro Cego e o Rapaz Estrábico.

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II. A Espada e a Azagaia (Segundo Volume da Trilogia Areias do Imperador) de Mia Couto

Finalmente consegui revisitar a história moçambicana com o segundo volume da trilogia Areias do Imperador. O livro continua os eventos contados em Mulheres de Cinza e não mereceu ainda opinião cá no blog porque quero escrever sobre a trilogia. Para quem não conhece, a trilogia de Mia Couto conta a história de Imani, nativa vatxopi, e Germano de Melo, Sargento Português que, no final do século XIX, acompanham o fim do Império de Gaza pelas mãos do Português Mouzinho da Silveira. Uma história lírica sobre a história de uma das maiores colónias portuguesas.

III. Os Vampiros de Filipe Melo e Juan Cavia

Definitivamente uma das leituras da minha vida. Os Vampiros é uma belíssima novela gráfica sobre a guerra colonial. Com o argumento do Português Filipe Melo e desenhos do Argentino Juan Cavia, esta é uma história imperdível sobre dor, desespero, sobrevivência e loucura. Com inspiração na música de Zeca Afonso, Vampiros toca-nos de uma forma extraordinária. Um produto nacional de enorme qualidade.

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IV. A Hora da Estrela de Clarice Lispector

A minha estreia com Clarice Lispector foi transcendente. Uma Autora que escreve com segurança e dominando a língua portuguesa de forma magistral. A narrativa tem por protagonista um narrador que se debate para nos contar a história de uma nordestina feia e pobre chamada Macabéa. Um retrato apaixonante sobre a miséria anónima de um Brasil demasiado vasto e diferente.

V. Segredos Obscuros de Michael Hjorth e Hans Rosenfeldt

Já há muito que não lia um bom thriller. E não é que me apetecia mesmo ler algo que me revirasse o estômago. Lá andei a pesquisar e descobri este Segredos Obscuros da autoria de dois Autores suecos. Fiquei, consequentemente, a conhecer o universo de Sebastian Bergman, um psicólogo criminal brilhante caído em desgraça depois da morte da esposa e da filha. O crime na base do livro foi suficientemente macabro e a investigação apelativa. Dei por mim a devorar o livro e a ansiar pelas reviravoltas e descobertas da equipa criminal. Um livro sólido para ter na mala!

VI. Animal Farm de George Orwell

Não podia ter terminado o mês de melhor forma. Animal Farm de George Orwell é uma sátira brilhante que não teme em apresentar as grandes falhas do sistema comunista. Com este livro, Orwell consolidou a sua posição como um dos meus escritores favoritos. A sua linguagem é tão sagaz e inteligente. Para quem gosta de distopias inteligentes!

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