Café, livros e coisas boas que encontro pelo Porto

Que bebida costuma acompanhar  a vossa leitura? 

No meu caso, consoante o horário, leio sempre com uma caneca de chá ou de café na mão. Para além de adorar bebidas quentes, a verdade é que as mesmas são um poderoso estimulante na hora leitura. Em especial, a cafeína aumenta a capacidade de manter um esforço intelectual e reduz a sensação de cansaço ou fatiga. Mantém a vigília e estimula a liberação de dopamina (estímulo de recompensa).

Os benefícios são inegáveis e, para quem se queixa que a leitura provoca sono, esta é uma ótima solução para dar a volta à questão. O café nunca falta cá em casa. Desde logo, porque o meu trabalho envolve grande esforço intelectual e, depois, porque eu, simplesmente, adoro café. Acho que vai bem com tudo seja num momento a sós ou na companhia de outros. O café está na base de grande parte das nossas interações. Quem nunca proferiu/ouviu a célebre pergunta: “vamos tomar um café?”. A publicação de hoje surge em sequência do convite da Senzu Coffee Roasters, uma empresa com sede do Porto que produz café de especialidade. Fundada pelo Diogo, esta empresa tem a proeza de ser daquelas que surge por paixão. Se acedermos ao seu website https://senzucoffee.com, facilmente percebemos que este é um daqueles projetos em que o idealismo assume o papel principal. O seu criador acredita na bebida ancestral que é o café e procura, com a Senzu, criar o café perfeito. 

 É assim que o Diogo se identifica e, sinceramente, eu acho isso um máximo. A questão que me colocarão, e bem, é: mas o café é mesmo bom?

É incrível. Bebo, diariamente, café desde os meus 17/18 anos mas, como os restantes mortais, o meu conhecimento sobre a matéria é nulo. Sei qual a minha cápsula favorita da Nespresso, Dolce Gusto, e por aí fora. Sei que não gosto do café de dois ou três estabelecimentos na minha cidade porque o acho demasiado amargo (nem sei se este é um adjetivo aplicável) e pouco mais. Bebi café de especialidade duas ou três vezes na vida, mas a minha imaturidade não me permitiu apreciar a ocasião. Nas minhas últimas leituras, bebi o café desenvolvido pela Senzu “El Salvador” e, sim, depois de se experimentar verdadeiramente café de especialidade, as cápsulas de 4 euros do supermercado não nos sabem a nada. Com um toque de caramelo, chocolate, baunilha e frutos amarelos, o café “El Salvador” é completamente característico e incomum. Desde o cheiro que, invariavelmente, se espalha pela cozinha ao paladar forte, esta é, com rigor, a bebida que fez Kaldi perder o sono no ano de 575D.C. 

Para amantes de café e de leituras, deixo aqui a dica!

Experimentem e depois digam-me se não é a melhor bebida quente deste outono.

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