Livros que chegaram cá em casa em fevereiro

Fevereiro foi um mês de grandes colheitas livrólicas. Adicionei títulos, há muito ambicionados, à estante e quase tudo em edições lindas e antigas que, como sabem, são as minhas preferidas. Escusado será dizer que a maioria destes livros são clássicos.

Nos primeiros dias de fevereiro, uma visita às lojas de velharias do Centro Comercial dos Granginhos, em Braga, resultou na compra de três livros magníficos:

  • Delta de Vénus de Anaïs Nin – A emblemática Autora francesa escreveu, em tempos, a troco de dinheiro, um conjunto de contos eróticos para um certo colecionador desconhecido. Delta de Vénus reúne os referidos contos e, ainda, algumas passagens do diário de Anaïs onde esta nos conta todo o contexto que envolveu o seu processo de escrita.
  • Mãe de Máximo Gorki – Clássico da literatura russa de 1907. Romance que aborda, sob o ponto de vista familiar e dos trabalhadores, a luta revolucionária russa. Baseado em factos reais ocorridos nas fábricas de Sormovo, na Rússia, em que o operário Pavel Vlassov, militante revolucionário, e a sua mãe, Pelagueia Nilovna, são protagonistas das manifestações do “1º de Maio” de 1902.
  • Catarina de Médicis de Balzac – Romance histórico em que o Autor exorta o leitor a repensar seu julgamento sobre uma rainha considerada sanguinária e que enfrentou, portanto, dilemas cruéis.

Entretanto, recebi a visita de um grande amigo brasileiro que me trouxe de terras de Vera Cruz:

  • 12 Regras para a Vida: Um Antídoto para o Caos de Jordan B. Peterson – Este livro integra um género que, particularmente, pouco me diz. Porém, o amigo que mo ofereceu é muito especial e, nesse sentido, eu sei que este foi um presente carregado de carinho. Sei também que foi a forma que ele encontrou de me ajudar a gerir alguns aspetos, mais desorganizados, da minha vida. Pelo respeito e devoção que tenho ao ofertante, é possível que 12 Regras para a vida se torne no primeiro livro de Auto-ajuda que lerei na vida.

O quarto sábado de cada mês é marcado, cá em Braga, por uma pequena feira de velharias que se instala nos claustros. Apesar dos preços de livros usados não serem, em geral, muito apelativos, este mês encontrei alguns livros bem interessantes, tendo pago, por cada um, um euro:

  • Aparição de Vergílio Ferreira – Publicado em 1959, Aparição é, nas palavras da crítica especializada, um romance existencialista e auto-biográfico onde o “homem se torna visível a si mesmo”. Tendo como pano de fundo Évora, a narrativa rememora a passagem de Alberto Soares por aquela localidade alentejana.
  • A Um Deus Desconhecido de John Steinbeck – As antigas crenças pagãs, as grandes epopeias gregas e os relatos da Bíblia servem de base a este romance de Steinbeck. Cumprindo a promessa feita ao pai antes da sua morte, Joseph Wayne parte para o Oeste com o desejo de criar uma quinta próspera na Califórnia. Aí encontra uma bela e imponente árvore e acredita estar nela incorporado o espírito do pai.
  • O Americano Tranquilo de Graham Greene – Este é um dos grandes romances com a guerra do Vietname como pano de fundo. Contudo, antecipa, através da sua personagem principal, Alden Pyle, um agente da CIA, o que posteriormente veio a ser a intervenção norte-americana naquele país do Extremo Oriente. Livro sobre a guerra mas que se não detém em descrições bélicas.
  • Uma Família Inglesa de Júlio Diniz – Primeiro romance do autor publicado no “Jornal do Porto”, em 1867. É um romance citadino, objetivo, de análise psicológica e individual, ao estilo do romance realista inglês.

Fevereiro terminou em beleza com um presente de um outro amigo, também muito querido:

  • O Pássaro de Peito Vermelho de Jo Nesbø – Terceiro volume da coleção protagonizada por Harry Hole. O inspector Harry Hole, um alcoólico em recuperação e recentemente transferido para o Serviço de Segurança Pública norueguês, fica de vigiar Sverre Olsen, um neonazi corrupto que escapou à condenação devido a um pormenor técnico. Mas o que começa por ser uma missão com o intuito de colocar Olsen atrás das grades, rapidamente passa a ser uma corrida contra o tempo para impedir um assassinato.

Foram nove os livros que me vieram parar às mãos, durante o mês passado. Mentiria se dissesse que não estou ansiosa para ler todas estas histórias. Porém, não há, de facto, tempo para tudo sendo que, por agora, sigo com Agatha Christie e Hilda Bernstein.

Que livros chegaram às vossas estantes, em fevereiro?

Boas Leituras!

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